sábado, 26 de fevereiro de 2011

Maligna 1º Capitulo

CAPITULO I
Aterrorizada

" Os sapatos de alguém batiam freneticamente no chão em um ritmo coordenado. Meus olhos correram para os pés calçados com incríveis botas Gucci da garota sentada ao meu lado. Seus cabelos, quase loiros, voaram com a brisa fria que entrava pela janela aberta do trem, flutuando a sua volta como um véu dourado. Seu rosto, parecendo perfeito, mas os olhos eram cobertos por um belo óculos de sol Vogue.


  — Olá. Sou Samantha Seynder e você é...? –A voz de sino surpreendeu-me, fazendo meus olhos dispararem para a vista correndo pela janela–
  — Ei... -Falei timidamente- Sou Evylin Scamp.
  — Hmm... é um prazer conhecê-la. –Diz estendendo-me a mão, que com um toque breve de nossas peles faz um arrepio frio passar por minha coluna–
  — Prazer. -Murmuro-
  — Vai para a Procop High School?
  — Desde... sempre estudo lá.
  — Acabo de me mudar e achei a Procop uma boa escolha para completar o ultimo ano.
  — É... vai gostar de lá. –Digo, com mais da metade de minha atenção ligada aos olhos escondidos debaixo do óculos escuro. Não sei por que, mas um sentimento ruim atormenta-me, e por alguma razão tenho a péssima sensação de conhecê-la de algum lugar–
  — Talvez sejamos da mesma sala.
  — É; talvez.  -Espero não ter este desgosto, penso, desviando meu olhar de seu rosto para o livro sobre meu colo, Fallen.-
 

  Recosto a cabeça no banco e fecho meus olhos, com a pretensão de descansar nas longas 2 horas de viagem que ainda tenho pela frente.


  Piscando freneticamente, com a vista embaçada, levanto-me do chão úmido de terra em que estou caída, e olho em volta. Uma neblina densa e escura circula-me, girando em volta de meu corpo dolorido e ensangüentado, e aos meus pés, posso ainda assim ver, todos aqueles que amo... mortos. Não consigo fazer com que o grito preso em minha garganta escape, e isso deixa-me quase tão apavorada quanto ao ver seus olhos à alguns centímetros de mim.  De um verde tão profundo, que parece brilhar, encara-me com uma intensidade felina, voraz, como de um forte predador que tem sua pequena presa em mãos, e mesmo que a presa seja rápida e consiga correr, não pode fugir por muito tempo.E é assim que me sinto agora.    Lagrimas frias escapam de meus olhos e finalmente os sons voltam, com tanta rapidez que preciso de algum tempo para perceber que o grito agudo e extremamente alto é meu.


  Jogando meu corpo para frente, com as mãos apertadas sobre o peito, acordo de mais um pesadelo.  Ofegante, consigo girar a cabeça para encarar Samantha, e o que encontro deixa-me tão extasiada que não consigo reagir. "

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